
numa vontade de te ver
na vulgar noite vazia
onde espero sentada sem sono
vejo o papel, olhar para mim
o mesmo que tantas vezes enviei
como a pedir-me, para te escrever
num entreabrir dos meus olhos
onde escorriam lágrimas
de saudade,
deixo arrastar comigo o desejo
de sede de ti, no deambular deste silêncio
procuro cartas que outrora escrevi,
cartas onde o nosso amor
esteve sempre presente,
tal como hoje,
apesar de distantes
onde a saudade tinha sempre o nosso nome
escrevi-te de novo
para te enviar a minha mão,
entregar meus lábios
dizer-te que o nosso amor ainda perdura
e me sinto de novo especial,
nesta carta que só tu percebes
e nasceu a carta, mesmo sabendo
que pode ser imaginária…
l.maltez

























